. amar - to love . (by marcioyonamine)
. amar - to love . (by marcioyonamine)
365q:
Day 161/365
(via jcoutinho)
BOB: … the more you know who you are… you don’t care about things the same way.
CHARLOTTE: I just don’t know what I’m supposed to be. I thought maybe I wanted to be a writer… but I hate what I write, and I tried taking pictures, but John’s so good at that, and mine are so mediocre… and every girl goes through a photography phase, like horses, you know dumb pictures of your feet…
BOB: You’ll figure it out. I’m not worried about you. Keep writing.
from lost in translation movie.
Quem ama viu um disco voador
Quem ama viu um disco voador. Por mais que se diga às autoridades, todos duvidarão. Por mais que se anuncie nos jornais, todos farão pouco. Por mais que se conte aos amigos, todos olharão com aquela cara. Pois tantos outros já disseram que viram e era um balão meteorológico. Se você procura muito por uma coisa, durante muito tempo, quando a encontra nem parece que ela é de verdade. Chega o momento em que se deve escolher entre a descrença, ao lado de milhões, e a certeza a dois. Corre-se o risco de finalmente descobrir que se está louco. E descobrir errado: o erro está não na frase “estou louco”, mas no entendimento da natureza dessa loucura. Quem ama, sim, fica louco. Pois o mundo inteiro aponta para uma direção, o mundo inteiro caminha para um lado, o mundo inteiro só olha para uma coisa. E vocês dois entram no cinema quando a sessão já acabou e todos vão no fluxo da saída, quando todas as sessões já acabaram, quando os funcionários levantam os assentos das poltronas, quando nem cinemas existem mais. E o louco é isso. Alguém que tem uma tela branca a sua frente mas vê tudo. O louco é um vidente. Mas o que ama não anda com uma caixa debaixo do braço na qual subirá para, na praça, dizer sua verdade. A essência dessa loucura consiste em uma dupla chispa de sanidade que, por acaso, habita uma fogueira de demência. Ela não transformará o fogo, mas ainda assim continuará a existir. Quem ama compartilha um segredo. Não que se deseje manter um. Melhor seria propagá-lo. Mas entre os lábios, de um e outro, ele está encurralado. Mal pode se falar sobre ele com os nossos recursos rudimentares, sob o risco de nossas fórmulas simples – te amo, te quero – ou nossas fórmulas complexas – a transformar verdades em mentiras -, desvirtuá-lo. Não se expõe tal coisa às más interpretações, às distorções ou aos pisoteios. Quem ama compartilha uma confidência, portanto. Uma confidência que não se confidenciou. Já estava ali quando os dois chegaram. E, creio, a palavra confidência se aplica muito bem, talvez por ter as mesmas origens da palavra confiança. Que se desdobra nos sentidos de “em você eu confio” e, melhor, “com você sou confiante”. Confiante de que a confidência – que não se disse – é a mesma. E, ainda que não seja, isso não importa. Confidências tais não se avaliam por suas diferenças, mas por sua soma. Quem compara sempre perde. Quem ama compartilha uma coincidência. De se estar no mesmo planeta, no mesmo tempo, num universo de bilhões de mundos e bilhões de tempos. E quem ama divide, com uma lâmina muito afiada, um silêncio incomparável. Não esperneia, não se debate. É desnecessário brigar por amor. Para fazer passarinho pousar no dedo não existe argumento. Quem ama viu um passarinho pousar no dedo. Mas ninguém acreditaria que isso aconteceu. Melhor não procurar as autoridades, melhor não anunciar nos jornais, tampouco dizer aos amigos. Quem ama é um disco voador. texto: Alessandro Martins.
(via meteorologiacaseira)
Neil Gaiman.“Have you ever been in love? Horrible isn’t it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life…You give them a piece of you. They didn’t ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn’t your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like ‘maybe we should be just friends’ turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It’s a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.”


